
"Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" diz Sebastião Salgado. "Acredito que uma pessoa comum pode ajudar muito, não apenas doando bens materiais, mas participando, sendo parte das trocas de ideias, estando realmente preocupada sobre o que está acontecendo no mundo".
Sebastião Salgado é um grande fotógrafo brasileiro nascido em 8 de fevereiro de 1944. É mundialmente conhecido pelas suas belíssimas obras de fotos-reportagens que denúncia a pobreza, a classe excluída da sociedade.
Na introdução de Êxodos, um de seus livros (ao todo são 10) escreveu: "Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…"
Trabalhava para a Organização Internacional do Café, com sede em Londres, quando foi enviado para coordenar um projeto nas cafezais de Angola, em 1971. Daí, trouxe alguns rolos de filme fotografado e pediu demissão na empresa. De 79 a 94, associou-se à agência Magnum e, em 94, fundou a Amazonas Images, em Paris, para produzir exclusivamente fotos de sua autoria.
Durante todos esses anos, Salgado fotografou, no Brasil, os garimpeiros de Serra Pelada, os cortadores de cana do Nordeste e os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Fora daqui, documentou os andarilhos no deserto de Sahel, os flagelados pela fome e pela guerra civil em Ruanda e no Quênia, os refugiados de guerra no Irã, na Jordânia, na Bósnia, os trabalhadores de carvoarias, minas de carvão e de ferro, e camponeses de diversos cantos do mundo, os mexicanos que tentam ultrapassar a fronteira com os Estados Unidos, entre tantos outros temas marcadamente sociais.
OBRAS



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